Segunda Feira foi meu aniversário. Festejei 37 anos de uma vida bem animada e colorida. Sempre faço uma festinha para reunir os amigos mais chegados e queridos, mas esse ano, pela 2ª vez, passei a data longe do Rio.
Na 1ª vez, estava em Porto de Galinhas com o Léo. A gente namorava há uns 3 anos, e resolveu fazer uma viagem de férias, e o meu aniversário estava incluído, é claro! Me lembro do dia espetacular que passamos na Praia de Muro Alto, e do jantar não tão espetacular de comemoração. Léo, querendo ser sofisticado, me levou no restaurante mais bonito da cidade, mas na hora de escolher a comida, errou feio, e passou a noite falando mal do risoto de camarão...
Agora, na Suiça, meu aniversário virou o acontecimento do mês, superando o Natal e o ano novo na lista de prioridades do meu querido maridinho. Com muitos planos na cabeça e algum dinheiro no bolso, partimos em direção à Zürich. Tínhamos uma meta a seguir: comprar meus presentes (um casaco caramelo e uma bota de montaria, de preferência marrom). Leonardo já tinha me dado um presente antes, mais precisamente na 6ª feira (um MP3 para eu não ter mais desculpas para não fazer ginástica), mas ele queria comprar mais alguma coisa, e aproveitou o fato de eu estar mesmo precisando de um sobretudo e de uma bota de salto baixo para me dar mais alguns presentinhos. Depois das compras, fomos procurar um lugar para almoçar, tarefa um pouco árdua pq todos os restaurantes solicitam reservas, e nós, como bons brasileiros, não reservamos nenhuma mesa em lugar nenhum! Conseguimos uma mesa no Da Capo, um restaurante bem bonito, na Bahnhof, mas na saída da Bahnhofstrasse, ou seja, na parte boa da estação. Entramos e sentamos numa mesa, esperando que o garçon nos atendesse, mas aqui, na Suiça, os garçons não são como no Brasil. Eu e Léo ficamos sentados esperando o atendimento durante uns 20 minutos. Depois desse tempo, me levantei, cheguei junto a um dos 2 garçons e perguntei pelo toilete, em seguida, apontei para a mesa, mostrei o Léo, e pedi que ele levasse o cardápio. Normalmente, são só uns 2 ou 3 garçons mesmo para o restaurante inteiro, e vc, cliente, que espere, pq eles não têm pressa nenhuma e tb não estão nem aí para te agradar. Na verdade, a grande maioria dos garçons daqui vai te tratar mal! Se vira aí, playboy! Tá com fome, comesse em casa!
O garçon que nos atendeu, para nossa surpresa, era muito gentil e educado, e nos tratou muito bem. Deu palpite nas escolhas, e conselhos sobre os acompanhamentos. Foi tudo muito bom. Adorei o meu almoço de aniversário.
O mais interessante nos restaurantes da Suiça é, além do mau humor dos garçons e dos preços proibitivos, a presença mais do que benvinda dos cachorros. Não espere que um suiço faça "bilu bilu" no seu filho, a não ser que ele tenha 4 patas e lata. Os cachorros têm passe livre em todos os lugares: bancos, mercados, restaurantes finos, shoppings, lojas em geral, até na Jelmolí (loja de departamentos mais cara e chique de Zurich). Então, no restaurante onde estávamos almoçando, havia uns 2 ou 3 cachorros, deitadinhos, na boa, embaixo da mesa, enquanto seus donos almoçavam.
Outra coisa muito legal é a quantidade de senhores e senhoras, velhinhos, almoçando e falando sem parar, todos ao mesmo tempo! Como se entendem? Não sei, mas já soube pq qdo eu era adolescente era assim tb! A gente vai envelhecendo e volta a ser criança, eu já tinha percebido isso... Tinha uma mesa, à minha esquerda, onde 8 senhoras com idades variadas, entre 70 e 85 anos, conversavam sem parar, todas ao mesmo tempo, como se tivessem 15/16 anos, como se o tempo nunca tivesse passado, e elas riam, gargalhavam, brindavam... foi até emocionante ver essa cena! Era aniversário de uma delas, e fiquei imaginando se daqui a uns 40 anos meu aniversário será assim, cheio de amigos, risos e brindes! Não sei mesmo qtos anos a senhora estava fazendo, podia ser 70 ou 80, mas, naquele momento, parecia que eram 15! Foi muito bonito ver aquelas "meninas" com os olhinhos brilhando, se divertindo muito! Até fiquei com uma pontinha de inveja, afinal tb era o meu aniversário, e depois de muitos anos de comemorações anuais entre os amigos mais queridos e a família, éramos só eu e Léo...
Depois do almoço, fui buscar no aeroporto minha prima Deborah, que veio ficar comigo por 1 mês, e jantamos no restaurante do SGU, em Näfels. Foi ótimo, até pq a garçonete do restaurante do clube é um doce e fala espanhol!
Nesse aniversário aqui na Suiça, tive muita sorte com o atendimento nos restaurantes, e meu desejo de aniversário não foi nem ser bem atendida pelos garçons...
Agradeço a todos as mensagens de felicidades que recebi por email e pelo orkut! Valeu mesmo!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
O Idioma Oficial
Morar na Suiça pode ser o sonho de alguns e o desespero de outros. Imagina morar num lugar onde se fala, oficialmente, Alemão, Italiano, Francês e Suiço? Não, amigão, não é fácil, não! Meu pai e minha mãe, prevendo que algum dia eu precisaria falar outras línguas, me fizeram estudar inglês, francês, alemão e italiano. Juro pra vcs, nunca pensei que eu fosse mesmo precisar do alemão, francês e italiano! Talvêz precisasse para me virar em alguma viagem, mas daí à minha sobrevivência e do meu marido dependerem disso.... Mas estamos falando do Léo, né? E quem conhece meu marido sabe que, sempre que possível ele abre a boca e estufa o peito pra falar "minha mulher fala alemão! Fala alemão, sim!" E a mulher dele, eu, morre de vergonha e em seguida conserta: "estudei alemão há uns 15 anos atrás, nunca mais usei, não me lembro de mais nada". Desta forma, sempre achando que a mulher dele "sabe tudo mais ou menos", Leonardo não perdeu tempo e falou para o Manager, na entrevista que fez pelo telefone, ainda no Brasil, "minha mulher morou 2 anos na Alemanha, fala alemão super bem." (Aqui, preciso dar um pause e explicar a frase lunática do Leonardo para o Manager: morei na Alemanha, em 1990, durante 4 meses, para estudar alemão no Goethe Institut, em Murnau am Staffelsee, pertinho de Munique. 2 anos são por conta e risco do Léo! Falava alemão bem, sim, há 15 anos atrás, qdo acabei o curso, no Goethe do Rio, e logo em seguida me formei na faculdade, depois disso, nunca mais falei 1 única palavra em alemão.)
Então, chegando na Suiça Alemã, a diretoria, certa de que a mulher do técnico falava alemão fluentemente, sabichona de tudo, perguntava tudo em alemão, e a pobre Samyra aqui tinha que se desculpar em inglês com um por um. Eu não sei, sinceramente, se o mico menor era fingir que eu falava e errar tudo ou falar que não sabia nada, e se eu acertasse qdo tentasse, ficaria no lucro. Optei pela 2ª, e tenho que admitir que está dando certo até agora. Na verdade, como eu não tenho um pingo de vergonha, e tb não tenho a menor obrigação de falar certo, eu falo, sim, não importa se está errado ou se não conjuguei o Dativ e o Akkusativ, que sempre foram o terror do aluno de alemão, e todos os substantivos, pra mim, tirando os que eu sei o gênero, viraram "DAS", ou seja, neutro. Para quem não sabe, em alemão os substantivos devem ser escritos sempre com letras maiúsculas, e podem ser masculinos (DER), femininos (DIE) ou neutros (DAS) - na dúvida, é tudo neutro como a Suiça! O mais legal é que depois de 4 meses, e sem fazer curso, meu alemão deu uma melhorada inacreditável! Nem eu sabia que eu ainda me lembrava de tanta coisa... Agora, não perco a chance de carregar o dicionário na bolsa - isso já me salvou de muito aperto!
O engraçado da Suiça é que, eles, na verdade, não falam alemão, vc tem que pedir "Hoch Deutsch, bitte!" Eles falam mesmo é o Suiço. Aí, acabou o meu rebolado, e pede pra sair, 02, pq não tem jeito, não! Essa coisa horrorosa, uma mistureba de italiano (oi e tchau, em suiço, é Ciao) com francês (um é une, e adeus é adieu), parece russo... algumas coisas, depois de 4 meses, eu já tô meio que entendendo, mas o grosso... nem por amor aos meus filhinhos! O melhor, ou pior, é o canal de televisão suiço que tem programas em suiço! O programa super legal, de animais, tipo "Late Show", cheio de reportagens de gatinhos, cachorrinhos, eu e Léo ficamos sempre amarradões, mas é em suiço.... por favor, por que???
As diferenças existem, e são muitas, mas estamos aí sempre prontos para aprender, pq é isso que é a vida, não é? Todo dia a gente aprende um pouquinho, vai saber qdo vai precisar....
Então, chegando na Suiça Alemã, a diretoria, certa de que a mulher do técnico falava alemão fluentemente, sabichona de tudo, perguntava tudo em alemão, e a pobre Samyra aqui tinha que se desculpar em inglês com um por um. Eu não sei, sinceramente, se o mico menor era fingir que eu falava e errar tudo ou falar que não sabia nada, e se eu acertasse qdo tentasse, ficaria no lucro. Optei pela 2ª, e tenho que admitir que está dando certo até agora. Na verdade, como eu não tenho um pingo de vergonha, e tb não tenho a menor obrigação de falar certo, eu falo, sim, não importa se está errado ou se não conjuguei o Dativ e o Akkusativ, que sempre foram o terror do aluno de alemão, e todos os substantivos, pra mim, tirando os que eu sei o gênero, viraram "DAS", ou seja, neutro. Para quem não sabe, em alemão os substantivos devem ser escritos sempre com letras maiúsculas, e podem ser masculinos (DER), femininos (DIE) ou neutros (DAS) - na dúvida, é tudo neutro como a Suiça! O mais legal é que depois de 4 meses, e sem fazer curso, meu alemão deu uma melhorada inacreditável! Nem eu sabia que eu ainda me lembrava de tanta coisa... Agora, não perco a chance de carregar o dicionário na bolsa - isso já me salvou de muito aperto!
O engraçado da Suiça é que, eles, na verdade, não falam alemão, vc tem que pedir "Hoch Deutsch, bitte!" Eles falam mesmo é o Suiço. Aí, acabou o meu rebolado, e pede pra sair, 02, pq não tem jeito, não! Essa coisa horrorosa, uma mistureba de italiano (oi e tchau, em suiço, é Ciao) com francês (um é une, e adeus é adieu), parece russo... algumas coisas, depois de 4 meses, eu já tô meio que entendendo, mas o grosso... nem por amor aos meus filhinhos! O melhor, ou pior, é o canal de televisão suiço que tem programas em suiço! O programa super legal, de animais, tipo "Late Show", cheio de reportagens de gatinhos, cachorrinhos, eu e Léo ficamos sempre amarradões, mas é em suiço.... por favor, por que???
As diferenças existem, e são muitas, mas estamos aí sempre prontos para aprender, pq é isso que é a vida, não é? Todo dia a gente aprende um pouquinho, vai saber qdo vai precisar....
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Glanerland
Estamos morando na região de Glanerland. Isso seria mais ou menos a Região dos Lagos, ou Costa Verde, qualquer coisa parecida. Aqui na Suiça, o país é dividido em cantões, e nós moramos no menor cantão de todos: Cantão de Glarus. Fiquei chocada quando me dei conta de que em 20 kms de uma rua comprida existem 5 cidades diferentes, com Prefeituras independentes (lógico, são cidades!).Nós moramos em Niederurnen, depois vem Oberurnen, Näfels, Netstal e Glarus. Glarus é maiorzinha, bem bonitinha, tem uma praça com chafariz, boas lojas, e um pouco mais de pessoas nas ruas. Eu diria que a Glanerland toda, incluindo as cidades que eu não mencionei aqui (antes de Niederurnen e depois de Glarus) deve ser menor do que o bairro da Tijuca.
No nosso 1º dia aqui, comer foi um desafio. Eu e Léo fazemos jus ao nosso tamanho, e comer sempre foi o melhor dos nossos programas. Tudo na nossa vida sempre aconteceu em função de jantares, almoços, e até cafés da manhã. De repente, nos vemos num lugar desconhecido, sem restaurantes ou lanchonetes, e com fome, muita fome... Não sabíamos nem por onde começar a procurar! Sabíamos, porém, que tudo fecha na hora do almoço (12h às 14h), inclusive os restaurantes, e os mercados fecham às 16h, nos sábados. Na noite anterior, Rolando e Fernanda estiveram na nossa casa e nos deram dicas de "sobrevivência"! Rolando é o assessor de imprensa do time, suiço, mas morou no Brasil durante muitos anos e fala português fluentemente. Fernanda é sua esposa, brasileira, de Fortaleza. Eles nos indicaram uma pizzaria em Näfels, e lá, esperando a pizza sair, vimos o Kebab pela 1ª vez. Kebab é um sanduíche enorme feito com um pão, tipo pão árabe, mas com um pouco de miolo, muita salada, um pouco de pimenta, molho e uma carne cuja procedência não faço a menor idéia. Imagina uma mini máquina de assar frangos, com uma carne em forma de pernil presa na vertical, e rodando sem parar: isso é o Kebab. No Brasil, se parece muito com um dos quitutes mais apreciados pelo meu querido e fofo irmãozinho Juin: o sanduíche do Grego! O atendente, muito simpático, diante da nossa surpresa e muitas perguntas sobre aquela carne, cortou uns pedacinhos e nos deu para experimentar. Num 1º momento, senti um pouco de nojo pq me lembrei dos sanduíches do Grego no Centro do Rio. Nos pontos de ônibus, no final do expediente, as ruas têm um cheiro de molho de cachorro quente, xixi, suor e gordura.... nada agradável, né? Mas como o preconceito não está com nada, e eu tô na Suiça (que mal pode haver num sanduíche do Grego suiço?), experimentei pela 1ª vez aquele que se tornou um dos meus melhores amigos aqui: o Kebab! Não sei explicar o sabor, mas que é bom, ah, isso é demais! Já estávamos arrependidos de ter pedido a pizza! Então, sem muitas opções e com um desejo louco de provar aquele sanduíche, que não saía das nossas mentes, eu e Léo nem titubeamos, e nosso 1º almoço na Suiça foi um suculento e enorme Kebab!
No nosso 1º dia aqui, comer foi um desafio. Eu e Léo fazemos jus ao nosso tamanho, e comer sempre foi o melhor dos nossos programas. Tudo na nossa vida sempre aconteceu em função de jantares, almoços, e até cafés da manhã. De repente, nos vemos num lugar desconhecido, sem restaurantes ou lanchonetes, e com fome, muita fome... Não sabíamos nem por onde começar a procurar! Sabíamos, porém, que tudo fecha na hora do almoço (12h às 14h), inclusive os restaurantes, e os mercados fecham às 16h, nos sábados. Na noite anterior, Rolando e Fernanda estiveram na nossa casa e nos deram dicas de "sobrevivência"! Rolando é o assessor de imprensa do time, suiço, mas morou no Brasil durante muitos anos e fala português fluentemente. Fernanda é sua esposa, brasileira, de Fortaleza. Eles nos indicaram uma pizzaria em Näfels, e lá, esperando a pizza sair, vimos o Kebab pela 1ª vez. Kebab é um sanduíche enorme feito com um pão, tipo pão árabe, mas com um pouco de miolo, muita salada, um pouco de pimenta, molho e uma carne cuja procedência não faço a menor idéia. Imagina uma mini máquina de assar frangos, com uma carne em forma de pernil presa na vertical, e rodando sem parar: isso é o Kebab. No Brasil, se parece muito com um dos quitutes mais apreciados pelo meu querido e fofo irmãozinho Juin: o sanduíche do Grego! O atendente, muito simpático, diante da nossa surpresa e muitas perguntas sobre aquela carne, cortou uns pedacinhos e nos deu para experimentar. Num 1º momento, senti um pouco de nojo pq me lembrei dos sanduíches do Grego no Centro do Rio. Nos pontos de ônibus, no final do expediente, as ruas têm um cheiro de molho de cachorro quente, xixi, suor e gordura.... nada agradável, né? Mas como o preconceito não está com nada, e eu tô na Suiça (que mal pode haver num sanduíche do Grego suiço?), experimentei pela 1ª vez aquele que se tornou um dos meus melhores amigos aqui: o Kebab! Não sei explicar o sabor, mas que é bom, ah, isso é demais! Já estávamos arrependidos de ter pedido a pizza! Então, sem muitas opções e com um desejo louco de provar aquele sanduíche, que não saía das nossas mentes, eu e Léo nem titubeamos, e nosso 1º almoço na Suiça foi um suculento e enorme Kebab!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Chegando na Suiça
Saímos do Brasil no dia 15/08/2008. Pegamos um avião até São Paulo, e de lá outro até Zürich. Nosso vôo foi muito ruim! Não me lembrava do tamanho das poltronas... o que é aquilo? Fazem as poltronas para as modelos esquálidas, magérrimas, fiapos! Nós, simples mortais um pouquinho acima do peso e com quadril avantajado, não temos vez, ou melhor, espaço suficiente para suportar uma viagem de 12 horas! É lógico que há a opção da 1ª classe e da Executiva, mas o clube pagaria? Acho que não... rsrs Então, apertada pela poltrona e maltratada pela pressão do avião, cheguei em Zurich com os pés inchados. Na verdade, meus pés estavam tão inchados, que não cabiam no chinelo Havaianas, imagina então nos sapatos... Nunca fiquei tão inchada na minha vida... Levei uns 3 dias para voltar ao normal!
No aeroporto nos esperava o Manager do time, Ruedi Gigly, com um carro que mais parecia um outdoor ou um carro da "Raspadinha do Rio"! Passamos por dentro da cidade, não me lembrava como Zurich era tão linda, já havia 20 anos desde a última vez em que estive na cidade. Pegamos a Autobahn, e a paisagem mudou completamente. Ao invés de prédios antigos misturados com arranha-céus, pastos verdinhos, vaquinhas e alpes.
Depois de uns 20 minutos, chegamos a Näfels. A cidade parecia uma vila. Era um sábado de sol e não tinha ninguém na rua. Logo na entrada da cidade estava o Linth Arena - SGU, o ginásio onde o Léo daria treino. Um prédio bonito, moderno, com carros espetaculares parados no estacionamento, e um gramado bem verde na frente, onde algumas ovelhas pastavam... Mais na frente, na rua principal da cidade, o carro parou para esperar umas 12 vacas atravessarem para o pasto do outro lado da rua... Enfim, chegamos na casa do Manager, onde almoçamos e conhecemos a diretoria do clube. Sinceramente, tudo o que eu mais queria naquele momento era saber onde eu ia morar, tomar um banho e colocar as pernas para o alto, mas eles queriam papo... Depois de umas 2 horas, conseguimos, finalmente, ir para a nossa casa.
Eu me apaixonei pela nossa casa à 1ª vista: sala-quarto-banheiro, pequeno e muito fácil de limpar! 4 janelões na sala e 1 no quarto - eu amo janelões! Quando abri as janelas, dei de cara com uma árvore linda, quase entrando por dentro da casa! Cresci numa casa onde havia uma mangueira enorme, sempre carregadinha de mangas, e cujos galhos insistiam em tentar entrar pelo janelão da sala! Abrir aquela janela me fez voltar no tempo, e, por um instante, quase pude sentir o aroma das mangas de Vila Isabel ...
A cozinha é um armário, não sei explicar direito, mas é tudo tão compacto, que minha 1ª impressão foi de alívio! Mesmo sendo descendente de grandes cozinheiras, eu sempre me orgulhei de não saber fritar 1 ovo! Na verdade, nunca precisei! Minha avó e minha mãe cozinham bem demais, e nunca houve espaço para uma 3ª pessoa na cozinha! Quando eu devia ter uns 10 anos, até tentei aprender um pouco, mas elas, as "rainhas das panelas", sempre me expulsavam da cozinha, dizendo, entre outras coisas, "cozinha não é lugar de criança"! Eu, que sempre fui um pouco acomodada e preguiçosa, não insistia, até porque sempre que tentava qualquer coisa, me queimava, me cortava ou quebrava vários pratos e copos... Desastre é o meu nome! Pois então, o desastre aqui estava a um passo de se tornar dona de casa! Naquele momento, eu não sabia se eu ria ou chorava...
No aeroporto nos esperava o Manager do time, Ruedi Gigly, com um carro que mais parecia um outdoor ou um carro da "Raspadinha do Rio"! Passamos por dentro da cidade, não me lembrava como Zurich era tão linda, já havia 20 anos desde a última vez em que estive na cidade. Pegamos a Autobahn, e a paisagem mudou completamente. Ao invés de prédios antigos misturados com arranha-céus, pastos verdinhos, vaquinhas e alpes.
Depois de uns 20 minutos, chegamos a Näfels. A cidade parecia uma vila. Era um sábado de sol e não tinha ninguém na rua. Logo na entrada da cidade estava o Linth Arena - SGU, o ginásio onde o Léo daria treino. Um prédio bonito, moderno, com carros espetaculares parados no estacionamento, e um gramado bem verde na frente, onde algumas ovelhas pastavam... Mais na frente, na rua principal da cidade, o carro parou para esperar umas 12 vacas atravessarem para o pasto do outro lado da rua... Enfim, chegamos na casa do Manager, onde almoçamos e conhecemos a diretoria do clube. Sinceramente, tudo o que eu mais queria naquele momento era saber onde eu ia morar, tomar um banho e colocar as pernas para o alto, mas eles queriam papo... Depois de umas 2 horas, conseguimos, finalmente, ir para a nossa casa.
Eu me apaixonei pela nossa casa à 1ª vista: sala-quarto-banheiro, pequeno e muito fácil de limpar! 4 janelões na sala e 1 no quarto - eu amo janelões! Quando abri as janelas, dei de cara com uma árvore linda, quase entrando por dentro da casa! Cresci numa casa onde havia uma mangueira enorme, sempre carregadinha de mangas, e cujos galhos insistiam em tentar entrar pelo janelão da sala! Abrir aquela janela me fez voltar no tempo, e, por um instante, quase pude sentir o aroma das mangas de Vila Isabel ...
A cozinha é um armário, não sei explicar direito, mas é tudo tão compacto, que minha 1ª impressão foi de alívio! Mesmo sendo descendente de grandes cozinheiras, eu sempre me orgulhei de não saber fritar 1 ovo! Na verdade, nunca precisei! Minha avó e minha mãe cozinham bem demais, e nunca houve espaço para uma 3ª pessoa na cozinha! Quando eu devia ter uns 10 anos, até tentei aprender um pouco, mas elas, as "rainhas das panelas", sempre me expulsavam da cozinha, dizendo, entre outras coisas, "cozinha não é lugar de criança"! Eu, que sempre fui um pouco acomodada e preguiçosa, não insistia, até porque sempre que tentava qualquer coisa, me queimava, me cortava ou quebrava vários pratos e copos... Desastre é o meu nome! Pois então, o desastre aqui estava a um passo de se tornar dona de casa! Naquele momento, eu não sabia se eu ria ou chorava...
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
O INÍCIO DE TUDO
Começar nem sempre é fácil, mas é preciso, então vamos começar do início!
Conheci o Léo em 1999, através de um chat da UOL, totalmente por acaso, e achando que daquele mato não saía nada! rsrs 6 anos depois, estávamos nos casando na Igreja da Candelária e fazendo um festão para celebrar o "enlace", afinal, como todos os nossos amigos já falavam, já tinha passado da hora de o casamento sair... rsrs 2 meses antes de nos casarmos, Léo foi trabalhar em Campos dos Goytacazes, motivo pelo qual nossa lua de mel teve que ser adiada por 6 meses, qdo, enfim, conseguimos fazer uma viagem muito gostosa a Porto Seguro.
De Campos, Léo foi para Macaé, onde fomos muito felizes, aproveitávamos muito o sol, a praia, a casa, a piscina da casa... enfim, foi uma época espetacular! Eu e Sérgio Negrão fazíamos duetos inacreditáveis no Karaokê... rsrs E tínhamos um anjo de guarda chamado Leninha, que fazia os melhores quitutes do mundo!
Depois de Macaé, Léo veio para casa! Enfim, depois de quase 2 anos de casados iríamos viver sob o mesmo teto! Mas as coisas ficaram feias: ele ficou doente, depois eu fiquei doente, mas, para nos salvar, chegou Leopoldo Afonso, nosso filho de 4 patas, o gatinho mais lindo do mundo! Leopoldo não saiu do meu lado durante as 5 semanas em que fiquei doente, e ele era apenas um filhote. Minha recuperação demorou muito tempo, e até hj não consegui voltar à minha forma. Léo passou a trabalhar na EVB, Escolinha de Vôlei do Bernardinho, saía de casa às 6h30min, só chegava de volta lá pelas 19h30min/20h. Foi uma época muito dura, em todos os sentidos, mas tudo mudava qdo chegávamos em casa, pois tínhamos nosso "gatito", que sempre ficava na janela esperando o carro chegar, e miava loucamente até entrarmos em casa...
Um dia, do nada, como tudo em nossa vida, Léo recebeu um email de um antigo atleta, perguntando se ele se interessava em ser técnico de um time na Suiça. O que tínhamos a perder? Nada, só a compania do nosso amado filho, mas, naquele momento, nós precisávamos que alguma coisa diferente nos acontecesse, e assim, resolvemos embarcar nessa aventura! Léo começou a fazer aulas de inglês intensivas com a minha irmã, e eu comecei a peregrinação pela Licença sem Vencimentos para Trato de Interesses Particulares... A verdade é que, até essa licença sair, eu já não sabia mais se vinha por 15 dias, pq estava de férias, ou se ia ficar os 8 meses de contrato... Nossa viagem estava marcada para o dia 15/08/08, 6ª feira, e minha licença foi concedida no dia 12/08/08, 3ª feira, às 19h30min! A correria e a loucura foram inacreditáveis... Muitos amigos torcendo por nós, por nossa felicidade, nosso sucesso, e muitos não tão amigos insistindo que não daria certo...
E aqui estamos, há quase 4 meses, mais felizes do que imaginávamos!
Conheci o Léo em 1999, através de um chat da UOL, totalmente por acaso, e achando que daquele mato não saía nada! rsrs 6 anos depois, estávamos nos casando na Igreja da Candelária e fazendo um festão para celebrar o "enlace", afinal, como todos os nossos amigos já falavam, já tinha passado da hora de o casamento sair... rsrs 2 meses antes de nos casarmos, Léo foi trabalhar em Campos dos Goytacazes, motivo pelo qual nossa lua de mel teve que ser adiada por 6 meses, qdo, enfim, conseguimos fazer uma viagem muito gostosa a Porto Seguro.
De Campos, Léo foi para Macaé, onde fomos muito felizes, aproveitávamos muito o sol, a praia, a casa, a piscina da casa... enfim, foi uma época espetacular! Eu e Sérgio Negrão fazíamos duetos inacreditáveis no Karaokê... rsrs E tínhamos um anjo de guarda chamado Leninha, que fazia os melhores quitutes do mundo!
Depois de Macaé, Léo veio para casa! Enfim, depois de quase 2 anos de casados iríamos viver sob o mesmo teto! Mas as coisas ficaram feias: ele ficou doente, depois eu fiquei doente, mas, para nos salvar, chegou Leopoldo Afonso, nosso filho de 4 patas, o gatinho mais lindo do mundo! Leopoldo não saiu do meu lado durante as 5 semanas em que fiquei doente, e ele era apenas um filhote. Minha recuperação demorou muito tempo, e até hj não consegui voltar à minha forma. Léo passou a trabalhar na EVB, Escolinha de Vôlei do Bernardinho, saía de casa às 6h30min, só chegava de volta lá pelas 19h30min/20h. Foi uma época muito dura, em todos os sentidos, mas tudo mudava qdo chegávamos em casa, pois tínhamos nosso "gatito", que sempre ficava na janela esperando o carro chegar, e miava loucamente até entrarmos em casa...
Um dia, do nada, como tudo em nossa vida, Léo recebeu um email de um antigo atleta, perguntando se ele se interessava em ser técnico de um time na Suiça. O que tínhamos a perder? Nada, só a compania do nosso amado filho, mas, naquele momento, nós precisávamos que alguma coisa diferente nos acontecesse, e assim, resolvemos embarcar nessa aventura! Léo começou a fazer aulas de inglês intensivas com a minha irmã, e eu comecei a peregrinação pela Licença sem Vencimentos para Trato de Interesses Particulares... A verdade é que, até essa licença sair, eu já não sabia mais se vinha por 15 dias, pq estava de férias, ou se ia ficar os 8 meses de contrato... Nossa viagem estava marcada para o dia 15/08/08, 6ª feira, e minha licença foi concedida no dia 12/08/08, 3ª feira, às 19h30min! A correria e a loucura foram inacreditáveis... Muitos amigos torcendo por nós, por nossa felicidade, nosso sucesso, e muitos não tão amigos insistindo que não daria certo...
E aqui estamos, há quase 4 meses, mais felizes do que imaginávamos!
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