Saímos do Brasil no dia 15/08/2008. Pegamos um avião até São Paulo, e de lá outro até Zürich. Nosso vôo foi muito ruim! Não me lembrava do tamanho das poltronas... o que é aquilo? Fazem as poltronas para as modelos esquálidas, magérrimas, fiapos! Nós, simples mortais um pouquinho acima do peso e com quadril avantajado, não temos vez, ou melhor, espaço suficiente para suportar uma viagem de 12 horas! É lógico que há a opção da 1ª classe e da Executiva, mas o clube pagaria? Acho que não... rsrs Então, apertada pela poltrona e maltratada pela pressão do avião, cheguei em Zurich com os pés inchados. Na verdade, meus pés estavam tão inchados, que não cabiam no chinelo Havaianas, imagina então nos sapatos... Nunca fiquei tão inchada na minha vida... Levei uns 3 dias para voltar ao normal!
No aeroporto nos esperava o Manager do time, Ruedi Gigly, com um carro que mais parecia um outdoor ou um carro da "Raspadinha do Rio"! Passamos por dentro da cidade, não me lembrava como Zurich era tão linda, já havia 20 anos desde a última vez em que estive na cidade. Pegamos a Autobahn, e a paisagem mudou completamente. Ao invés de prédios antigos misturados com arranha-céus, pastos verdinhos, vaquinhas e alpes.
Depois de uns 20 minutos, chegamos a Näfels. A cidade parecia uma vila. Era um sábado de sol e não tinha ninguém na rua. Logo na entrada da cidade estava o Linth Arena - SGU, o ginásio onde o Léo daria treino. Um prédio bonito, moderno, com carros espetaculares parados no estacionamento, e um gramado bem verde na frente, onde algumas ovelhas pastavam... Mais na frente, na rua principal da cidade, o carro parou para esperar umas 12 vacas atravessarem para o pasto do outro lado da rua... Enfim, chegamos na casa do Manager, onde almoçamos e conhecemos a diretoria do clube. Sinceramente, tudo o que eu mais queria naquele momento era saber onde eu ia morar, tomar um banho e colocar as pernas para o alto, mas eles queriam papo... Depois de umas 2 horas, conseguimos, finalmente, ir para a nossa casa.
Eu me apaixonei pela nossa casa à 1ª vista: sala-quarto-banheiro, pequeno e muito fácil de limpar! 4 janelões na sala e 1 no quarto - eu amo janelões! Quando abri as janelas, dei de cara com uma árvore linda, quase entrando por dentro da casa! Cresci numa casa onde havia uma mangueira enorme, sempre carregadinha de mangas, e cujos galhos insistiam em tentar entrar pelo janelão da sala! Abrir aquela janela me fez voltar no tempo, e, por um instante, quase pude sentir o aroma das mangas de Vila Isabel ...
A cozinha é um armário, não sei explicar direito, mas é tudo tão compacto, que minha 1ª impressão foi de alívio! Mesmo sendo descendente de grandes cozinheiras, eu sempre me orgulhei de não saber fritar 1 ovo! Na verdade, nunca precisei! Minha avó e minha mãe cozinham bem demais, e nunca houve espaço para uma 3ª pessoa na cozinha! Quando eu devia ter uns 10 anos, até tentei aprender um pouco, mas elas, as "rainhas das panelas", sempre me expulsavam da cozinha, dizendo, entre outras coisas, "cozinha não é lugar de criança"! Eu, que sempre fui um pouco acomodada e preguiçosa, não insistia, até porque sempre que tentava qualquer coisa, me queimava, me cortava ou quebrava vários pratos e copos... Desastre é o meu nome! Pois então, o desastre aqui estava a um passo de se tornar dona de casa! Naquele momento, eu não sabia se eu ria ou chorava...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
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